7 de novembro de 2010
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Areia Branca entrou no último pleito eleitoral sem um norte e saiu quase que desfacelado. Isso mesmo, desfacelado. Com uma candidatura mal “planejada”, o candidato a deputado estadual Jocsã Siqueira obteve um resultado inexpressivo para um candidato “legítimo areiabranquense”. O resultado obtido pelo candidato Jocsã Siqueira do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nas urnas principalmente aqui na Salinésia de certa forma já era o esperado, pois, sua candidatura foi “construída” na capital do Estado (Natal) com alguns dirigentes regionais do partido.
LANÇAR-SE a um cargo eletivo precisa muito mais que dinheiro e carisma. Precisa planejamento, consenso e uma base bem estruturada para se trabalhar numa campanha. Infelizmente não foi o que aconteceu com a candidatura do camarada Jocsã Siqueira. A verdade seja dita e exposta para todos àqueles que se pergunta o porquê de uma votação tão pífia. A candidatura de Jocsã Siqueira sempre foi questionada por alguns membros do diretório municipal areia-branquense, haja vista, que a comunicação de sua candidatura perante o diretório municipal do partido só veio depois da mesma já está concretizada pelo diretório estadual. Fato este que deixou boa parte dos membros do diretório municipal areia-branquense um tanto quanto apreensivo quanto a sua candidatura. O que aconteceu durante a pré-campanha não foi à falta de comunicação e diálogo entre os que fazem o diretório municipal, mas, de compreensão, mesmo por que, o camarada Jocsã Siqueira sempre foi questionado quanto a “sua decisão” de se lançar candidato, candidatura esta, vale ressaltar que, já estava determinada em comum consenso entre o camarada postulante a cadeira de deputado estadual e o diretório estadual o qual o mesmo faz parte. A idéia de ser realizada uma pesquisa com o seu nome foi proposta, até então, mas, já era tarde demais, pois, o nome Jocsã Siqueira já estava configurado pelo diretório estadual como um dos candidatos do PCdoB. O desfacelamento do Partido Comunista do Brasil aqui em Areia Branca começou justamente com a decisão de uma candidatura sem o apoio da base do diretório municipal areia-branquense. A falta de compromisso por parte de alguns membros se deu a atos impensados acometidos por que mais deveria preservar o partido, ato esse que deixou o partido numa situação embaraçada. A postura vista nessa campanha por alguns camaradas do PCdoB aqui na Salinésia foi mesmo de chamar a atenção até mesmo daqueles que se consideram apolítico. Divergências dentro de um partido político é algo mais que normal, afinal, se a divergência não existisse no meio político, não existiria mais coerência em contribuir com a “democracia”. Após o pleito de 2010, alguns membros do Partido Comunista do Brasil aqui em Areia Branca dificilmente continuarão na sigla. Até hoje, alguns membros do diretório municipal do PCdoB estão esperando por uma atitude do presidente para que o mesmo convoque uma reunião para ontem, para que se possa fazer uma análise do que foi a campanha de 2010. Acho que é preciso sim, fazer mais que uma análise, é preciso fazer uma verdadeira reciclagem com uns e convidar a saída de outros. Ouve erros? Ouve sim, não somente de fulano, mas de beltrano e sicrano. Não é preciso expor de quem foi o erro maior. O que é preciso, é que os que fazem o diretório municipal do PCdoB areia-branquense assumam as rédeas e tomar decisões firmes, muito embora, essas decisões afetem algumas pessoas. Está mais do que na hora do Partido Comunista do Brasil aqui em Areia Branca reerguer a sua verdadeira bandeira de luta e princípios de partido sério que sempre ostentou na história da política brasileira. Dois mil e onze vem aí, novas propostas serão vindas, promessas também, essas então, virão aos montes de todos os lados. O Partido Comunista do Brasil aqui em Areia Branca teve um papel de grande importância e contribuiu positivamente na vitória do atual prefeito Manoel Cunha Neto – Souza (PP) na última campanha municipal. Porém, o próprio partido não soube aproveitar o espaço que lhes foi dado. Enquanto que uns buscavam interesses “próprios”, outros lutavam pelo fortalecimento do partido dentro do poder executivo municipal. Interesses próprios não é um privilégio somente de alguns camaradas do PCdoB areia-branquense, é bem verdade. Que me perdoe alguns camaradas, principalmente àqueles que se sentiram injustiçados com estas palavras. É tempo de corrigir os erros do passado. Precisamos sim, continuar trilhando caminhos que renove nossas esperanças de um partido melhor. Sei que os interesses, sejam eles próprios ou individuais sempre irão existir principalmente no meio político, mas, podemos e devemos cultivar nossos princípios idéias políticos visando somente à coletividade e o bem-estar do povo areia-branquense.
Glauco Araújo.

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