6 de julho de 2011
A presidente Dilma Rousseff decidiu demitir o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, segundo informou o colunista do jornal O Globo, Jorge Bastos Moreno, pelo Twitter. O comando do PR seguiu, nesta tarde, para o Palácio do Planalto para ouvir o anúncio.
Às voltas com as investigações sobre o suposto esquema de superfaturamento em obras públicas do Dnit, órgão ligado ao ministério, Alfredo Nascimento viu sua situação se complicar nesta quarta-feira (6) com novas denúncias de desvios envolvendo seus familiares e auxiliares.
As novas denúncias envolvem o filho do ministro Alfredo Nascimento, o arquiteto Gustavo Moreira Pereira, 27 anos, cuja empresa Forma Construções, criada há dois anos com capital de R$ 60 mil, registrou um crescimento de impressionantes 86.500%, elevando o patrimônio para mais de R$ 50 milhões. A revelação veio à tona na edição desta quarta-feira (6) do jornal O Globo. O suposto enriquecimento ilícito está sendo investigado pelo Ministério Público Federal.
Em nota, Alfredo Nascimento informou que encaminhou seu pedido de demissão, “em caráter irrevogável”, à presidenta Dilma Rousseff. Além disso, avisou que “decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal”.
 Coube à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, informar o PR sobre a saída de Nascimento. Paulo Sérgio Oliveira Passos, atual secretário-executivo do ministério, é o nome mais cotado para substituir o agora ex-ministro.
 O colunista Jorge Bastos Moreno disse, ainda, que a presidenta Dilma pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para colocar a Polícia Federal na investigação sobre as denúncias de corrupção envolvendo a pasta e a cúpula do PR.
O escândalo no Ministério dos Transportes foi revelado na edição desta semana da pela revista Veja. De acordo com as denúncias, servidores da pasta e de órgãos vinculados, filiados ao PR, partido do ministro Alfredo Nascimento, são acusados de superfaturar obras e receber propina de empreiteiras que têm contratos com o governo.
Ainda segundo a revista, em reunião na semana passada, Dilma classificou como “abusivo” a elevação do orçamento de obras da pasta, que passaram de R$ 11,9 bilhões para R$ 16,4 bilhões, equivalente a 38% de março de 2010 a junho deste ano.
Depois da divulgação do suposto esquema, no sábado (2), a presidenta Dilma Rousseff decidiu afastar quatro integrantes da cúpula do ministério, mas manteve Alfredo Nascimento no cargo. Foram afastados Mauro Barbosa da Silva, chefe de gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Dnit; e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec (Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal do Ministério dos Transportes).


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