22 de outubro de 2011
Os fruticultores da região de Mossoró, no Rio Grande do Norte, contam agora com um novo e poderoso aliado na proteção de suas culturas. Trata-se do não tecido, uma manta leve, porosa, feita de polipropileno, que permite a passagem de água e também da luminosidade, favorecendo, e muito, a produtividade. Alguns produtores já descobriram o material e o estão usado na confecção dos invólucros usados para proteção das frutas contra o ataque de insetos, pássaros e outros agressores. 
 A principal vantagem do uso do novo material, conhecido como agrotêxtil, é permitir que tanto a luz solar, quanto a umidade penetre na fruta, ao mesmo tempo em que ela se mantém protegida de pragas e predadores. Com isso, é possível ter o desenvolvimento normal e um fruto perfeito, garantindo uma produtividade maior na colheita. Há relatos de produtores de frutas de outras regiões do país que conseguiram ampliar de forma significativa a produtividade com o uso desse material. É o caso dos produtores de lichia do interior de São Paulo e até dos bananicultores do Vale do Ribeira, também em São Paulo, que passaram a usar as mantas de não tecido na proteção dos cachos de lichia e de banana.
 O que é não tecido?
Trata-se de uma estrutura plana, flexível e porosa, constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos. Podem ser divididos em duráveis (como revestimento interno de automóveis, base de carpete, geotêxtil, coberturas agrícolas, entretelas para confecção, por exemplo), semiduráveis (panos de limpeza) e descartáveis (absorventes, fraldas, lenços umedecidos, roupas descartáveis para a área médico-hospitalar, como toucas, máscaras, aventais, jalecos, calças entre outros).
 O que é tecido técnico?
Os tecidos técnicos são produtos com performance muito bem determinada, para fins técnicos específicos, visando praticidade, segurança, economia e durabilidade definida. Os tecidos técnicos têm como exemplos de aplicativos finais os big-bags, lonas arquitetônicas e de decoração, lonas de proteção para cargas, lonas para piscina infantil, aquicultura, cintos de segurança, filtros, compósitos para coletes e blindagem de veículos, barreiras infláveis e contentores de poluição marítima, air bags, roupas de segurança, esteiras e cintas de amarração e de elevação, e outros mais. Assim, os tecidos técnicos têm esta denominação porque, necessariamente, possuem uma performance técnica definida e bem diferente da dos tecidos utilizados nos seguintes quatro segmentos: cama, mesa, banho e vestuário.


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