14 de maio de 2012

A violência praticada contra as mulheres compreende qualquer ato ou conduta oriunda de uma luta de poderes, onde histórica e culturalmente, as mulheres se situam num plano inferior ao dos homens, que ocasione morte, dano ou sofrimento físico, sexual, ou psicológico às mulheres, tanto na esfera pública como na privada. Essa prática, ela ocorre de forma progressiva, ou seja, inicia-se com pequenos desrespeitos, vai evoluindo para a violência psicológica (ofensas verbais e ameaças), depois evolui para a agressão física propriamente dita, no entanto após o acontecido o agressor “veste pele de cordeiro”, fazendo promessas de que as agressões não irão mais acontecer, declarações de amor, paralisando por certo período o processo criminal. Contudo, com o estresse do dia a dia, as provocações e ofensas recomeçam e a tensão vai aumentando, ate que há a retomada dos exercícios de agressão, constituindo-se num ciclo, onde dificilmente a vitima consegue sair. Essas mulheres vítimas da violência, muitas vezes antes de procurarem a delegacia, passam regularmente pelos prontos-socorros, ambulatórios e hospitais da rede de saúde em busca de amenizarem os sofrimentos físicos e psíquicos oriundos da violência praticada contra as mesmas.
Desta forma a violência doméstica ou contra a mulher, além de se constituir como um problema de cunho político, social, policial, também se representa como um problema de saúde pública. Contudo, para que possa emergir como parte da demanda usual na saúde pública necessita de especificidades de abordagens e cuidados próprios, que são negligenciados pelas disciplinas da saúde durante a formação acadêmica, e durante os programas de educação continuada, no que se refere aos aspectos relacionados à violência contra a mulher. Sendo necessária uma mobilização para que haja uma qualificação dos profissionais, já atuantes, e uma formação mais integral, aos acadêmicos que ainda estão por se formar, de forma a garantir uma qualidade na atenção dos serviços de saúde que lidam, constantemente, com uma demanda expressiva de mulheres violentadas, constituindo-se num objeto de interrupção do ciclo, visto que estes são os primeiros a serem procurados pelas vítimas.
Areia Branca 14 de maio
Clissa Xavier. 
Enfermeira 

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