23 de junho de 2012


Sem negociações, a greve dos professores de cinquenta e quatro das cinquenta e nove universidades federais do País completou um mês, nesta semana. Entre as reivindicações da classe estão o reajuste do piso salarial e a elaboração de um plano de carreira único. Além dos professores, funcionários de quarenta e sete instituições e estudantes de trinta e uma, também paralisaram as atividades. De acordo com a professora da Universidade Federal Fluminense e integrante da direção do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, Sônia Lúcio, os docentes também reivindicam reformas na infraestrutura das universidades e melhores condições de trabalho. Segundo ela, no dia 12 de junho, em uma reunião entre integrantes do Ministério do Planejamento e vários sindicatos de professores, o governo pediu uma trégua de vinte dias na greve e prometeu estudar uma proposta de aumento salarial. Sônia Lúcio lembra que há muito tempo, os professores lutam por reajustes. 
A professora da Universidade Federal Fluminense e da direção da Andes - Sonia Lúcio diz “Nós apresentamos ao governo federal, em agosto de 2010, uma proposta de reestruturação da nossa carreira, que inclui uma diminuição da diferença entre o valor do piso e teto. Hoje, o nosso piso salarial é quinhentos e cinquenta e sete reais, menos que o salário mínimo. Nós estamos propondo uma carreira que seja construída com base em dois critérios fundamentais: titulação e tempo de serviço.” Sônia Lúcio, acrescenta que, depois da reunião do dia 12 de junho, nenhuma proposta foi apresentada e, por isso, a greve se estendeu para todo o País. “Nós tivemos que parar as atividades de aula, de cursos de extensão, para pressionar uma negociação, já que nós estávamos há um ano e meio tentando uma negociação com o governo. Ele nos prometeu que iria nos dar em trinta e um de março, deste ano, uma resposta das nossas reivindicações, inclusive uma proposta de plano de carreira, e não apresentou. Isso fez com que houvesse a eclosão dessa greve para pressionar essa conversa com o ministro. O ministro ainda está protelando essas negociações.” Os representantes do governo desmarcaram em cima da hora uma reunião prevista para o dia 19 de junho. A professora afirmou que, só depois do fim da greve, sem previsão para acabar, será discutida a reposição das aulas.
Reportagem, Juliana Costa

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