11 de setembro de 2013


Na sessão da Câmara Municipal, na manhã de ontem, o grande tema foi a oportunidade para a mão de obra local por parte das empresas que se instalaram no município.
O assunto voltou a ser tema de discussão na edilidade por iniciativa do vice-presidente da mesa diretora, vereador Antônio Luiz Neto, “Tonho da Cohab” (DEM). Ele disse que é inadmissível que as empresas responsáveis pela instalação de parques eólicos no litoral do município “importem” trabalhadores em detrimento da mão de obra local.
Para “Tonho da Cohab”, é hora do Legislativo se mobilizar para mudar esse quadro, pois essas empresas aqui chegaram prometendo atuar em parceria com o município, usufruem de incentivos fiscais e até agora ignoraram por completo os trabalhadores locais, principalmente os que moram nas áreas onde os parques que vão produzir energia eólica estão sendo instalados. “Minha sugestão é que formemos uma comissão para irmos às empresas cobrar a contratação dos pais de famílias de Areia Branca que precisam trabalhar para dar sustento aos seus dependentes”, reforçou.
Em aparte, o presidente da Casa, Sandro Góis (PV), disse que conhece bem essa realidade, pois no ano passado trabalhou por seis meses na área de segurança de uma dessas empresas no litoral de Ponta do Mel e realmente a mão de obra local é ignorada. “Como demora muito a empresa responder a um ofício enviado pela Câmara solicitando uma reunião para tratar dessa questão, vamos formar uma comissão e ir até lá, imediatamente”, sugeriu.
Com a concordância dos demais vereadores presentes na sessão, ficou definido que uma comissão representando a Câmara fará uma visita à Cortez Engenharia, principal empresa responsável pela instalação de parques eólicos no litoral, para cobrar da sua direção a contratação da mão de obra local. Essa visita está marcada para esta quarta-feira (11), devendo contar com a participação de representantes de outros segmentos da cidade.

Para o gerente de gestão ambiental o Gibran Araújo, estas empresas quando chegam à cidade querem ser bem atendida sem oferecer nada de compensação para o município, ele afirma que a câmara tem como cobra destas empresas a mão de obra local e muito mais, pois o que ela leva de nossa cidade não é pouco.

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