4 de abril de 2014

No mês passado, o Promotor de Justiça do MP/RN Silvio Brito promoveu uma degustação da carne de dois jumentos abandonados na beira das estradas do estado, alegando que o hábito de consumo destes animais deve ser estimulado. O representante do Ministério Público, responsável pela comarca de Apodi/RN, chegou a sugerir que a carne fosse utilizada para alimentar presidiários.
Após a disseminação das notícias sobre o abate dos jumentos, pessoas e grupos ligados à proteção animal logo se manifestaram repudiando a ação do Promotor Silvio Brito. Além da questão sanitária, eles alegam que a proteção animal é uma das responsabilidades do Ministério Público e, portanto, é incoerente eles promoverem o abate destes animais.
“O Ministério Público deve proteger os animais e está fazendo justamente o contrário. Estes animais não têm culpa de ter sido abandonado à própria sorte. É inadmissível que, em vez de promover a adoção e guarda responsável, o MP promova o extermínio” disse Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), entidade que criou um dos abaixo-assinados para salvar os jumentos.
Em poucos dias o abaixo-assinado da SVB ganhou milhares de assinaturas de todo o país. Eles pedem que o Ministério Público do Rio Grande do Norte suspenda imediatamente a iniciativa do promotor. Outros dois abaixo-assinados também foram criados, um pressionando o prefeito de Apodi RN, Flaviano Monteiro, a governadora do estado, Rosalba Ciarlini, e outro tendo como alvo o Ministério da Agricultura.
“As mobilizações virtuais se espalharam de forma muito rápida. Logo após a notícia do almoço degustação com a carne dos jumentos abatidos, já haviam pessoas apoiando a causa em todo o país. Esperamos que o Promotor Sergio Britto entenda que já não é mais uma questão local, e sim um debate nacional sobre o destino destes animais”, disse Graziela Tanaka, Diretora de Campanhas da Change.org, plataforma que abriga os abaixo-assinados virtuais.
O promotor Silvio Brito afirmou em reunião no MP/RN no dia 31 de março que a previsão para os próximos seis meses é de continuar realizando alguns abates em caráter experimental e educativo, numa média de 10 a 20 animais por mês. Os animais mortos seriam entregues a restaurantes e a pesquisadores de veterinária e zootecnia.
Fonte: jornal de hoje

Natal RN

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