7 de dezembro de 2016

Baseado em uma entrevista que o presidente do TJRN deu em uma emissora de TV na capital do estado, no final do mês de outubro, sugerindo a privatização da UERN, começou a crescer os comentários sobre o assunto, tornando quase real esta privatização, mobilizando políticos e outras autoridades para que isto não venha a acontecer.  
Veja o que diz o desembargador, Cláudio Santos: “Quer resolver o problema da saúde do Rio Grande do norte ou pelo menos minimizar? Por que não privatiza a Universidade Estadual? Economiza R$ 20 milhões por mês. Dar uma bolsa de estudos para os estudantes pobres daquela universidade no valor de R$ 1,5 mil? De 30 milhões que gasta por mês, só gastaria 10 com essas bolsas de estudo, já que o estado não tem obrigação de ter uma universidade. O estado tem obrigação de ter ensino médio”.
No inicio do mês de novembro o governador do estado postou em sua rede social que não tinha interesse de privatizar a UERN, veja o que diz o governador: “Não vou privatizar a UERN. A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte exerce um papel muito importante para a educação potiguar e é um patrimônio do povo. São milhares de alunos, professores e servidores espalhados por todo o Estado. Não faz parte da minha política de governo privatizar a UERN.”, disse o governador. Mesmo assim, movimentos contra a privatização continuam nas câmaras de vereadores e Assembleia Legislativa.
Ontem, dia 6, foi à vez do Plenário da Câmara de Areia Branca discutir o assunto e no final aprovou uma moção de apoio à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), contra a privatização da instituição. A proposição foi apresentada pelo vereador Sandro Góis (PV).
O secretário da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN), professor Alcivan Nunes e o professor de Jornalismo, Ricardo Silveira, participaram da sessão ordinária apresentando argumentos contra a privatização da UERN, enfatizando a importância da instituição para a região na qual está inserida, cobrando ainda investimentos na universidade.
A indicação de Sandro Góis foi aprovada por unanimidade e a secretaria da casa coletará a assinatura de todos os parlamentares para em seguida remeter a moção à Assembleia Legislativa do estado e à frente parlamentar em defesa da UERN.

Mobilizações são importantes, mas levando em conta o que falou o governador, a UERN não corre esse risco... Mas vale lembrar que não é obrigação do Governo Estadual custear o ensino superior, essa função cabe ao  Governo Federal. 

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