10 de agosto de 2014

Olá!

Hoje celebraremos o Dia dos Pais. Desde já desejo parabéns a todos os genitores que são presentes na vida de seus filhos.
O dia dos pais não tem tanta significância quanto o dia das mães, e, isso é fato. Já vi muitas mães passarem para o filho a amargura de terem sido substituídas como mulheres da vida do pai de seus filhos e ao invés de garantir o direito da participação paterna acabam criando no imaginário infantil: O PAI MONSTRO.

 Cabem aqui algumas perguntas: 
O pai de sua criança tem culpa do relacionamento de vocês não ter amadurecido o suficiente, mas ter germinado/reproduzido um fruto precoce (filho)?
A ausência da figura paterna na vida de uma criança tem alguma consequência  no presente, passado ou futuro?
 O amor e proteção de uma mãe será suficiente?
 Deixar o filho na responsabilidade e proteção dos avós é suficiente para que ele cresça em graça e sabedoria?
Mesmo convivendo em casa com seu pai, essa convivência tem sido produtiva, prazerosa, eficaz?
Na maioria das vezes os pais são responsáveis apenas pelo sustento, pelo brinquedo caro. Pelo pagamento da pensão...
Se ele não pagar a pensão busca-se a justiça para que ele seja punido. Essa punição é o filho que cobra ou a mulher amargurada?
Não vejo luta ou briga, na maioria das vezes, pelo compartilhamento das responsabilidades, pela presença, participação.
E aquele homem/garoto que por ocasião da imaturidade tornou-se pai o que pensa o que sente? Que caminho buscará para contribuir com o crescimento e evolução de seu rebento? Independente da vontade de pai e mãe/namorado/namorada o rebento vai surgir. E, agora?

Que motivos você terá para celebrar hoje o Dia dos Pais?
Quantos de nós não sabemos informar ou contar muito bem nossa experiência de convivência paterna porque seu pai não teve espaço em sua vida, ou porque não deixaram; ou ele não compreendia que isso era importante para ele e para você. 
hoje, antes de ser um dia de consumo excessivo deverá ser um dia de presença, de participação, de reflexão e de mudança de atitude.
Eu como filho (a) gostaria de ter convivido com meu pai. Tê-lo conhecido, ter experimentado seu jeito de brincar, conversar, de expressar que era também uma pessoa frágil e forte ao mesmo tempo.
Muitos filhos esperam que seus pais apenas os acolham e expressem esse amor. Muitos filhos gostariam de serem amados, abraçados, fortalecidos por seus pais mesmo que não fosse todos o dias. 
As mulheres, às vezes culpam seus companheiros pela postura distante para com seus filhos atribuindo a responsabilidade do afeto como uma atitude de mãe, uma atitude feminina. Aos pais, às vezes, é somente passada a responsabilidade do sustento, do dinheiro ...
Ser Pai deve ser a mesma coisa de ser mãe. E, nós, como filhos precisamos das duas partes em nossa vida para nos tornarmos uma pessoa melhor. Você gerou um filho? Sente-se pai ou não? Se sim viva essa missão com intensidade. Se não busque ver a riqueza e os ganhos que você está perdendo de vivenciar isto. A vida um dia cobrará.

Texto de Francisca Maria Batista - Assistente Social, Especialista em Lazer da Prefeitura Municipal de Areia Branca/RN.


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