10 de agosto de 2014


Escritor Chico de Neco Carteiro
O escritor areia-branquense Francisco Rodrigues da Costa, o nosso Chico de Neco Carteiro, lançou, em Mossoró, no último dia 31 de julho, a sua mais recente obra: o romance Perdão. Trata-se duma história baseada em fatos reais. Na verdade, uma autobiografia. O escritor nos conta sobre um crime que aconteceu há cerca de 60 anos, de que ele é o autor. O curioso é que, em relação ao fato, Chico já foi julgado e condenado; cumpriu toda a pena imposta, não mais existindo, pois, dívida nenhuma com a Justiça; no entanto, utiliza-se da narrativa para pedir perdão. Sua súplica é dirigida à família da vítima, que crer nunca o haver perdoado. “Agora, antes que seja tarde, [...] venho a público pedir perdão a quem fiz sofrer [...]”, assim o autor faz o pedido. E prossegue o seu rogar, suplicando que não o “[...] neguem o sagrado direito de pedir clemência [...]”. Como um homem de coração cheio de esperança, ele finaliza o livro, dizendo que, se “[...] não obtiver a indulgência, resta aguardar que o nosso Pai Supremo, na sua infinita misericórdia, o faça [...]” no momento do seu julgamento final.

Capa do romance Perdão
Foi exatamente essa atmosfera divinizante do pedir e do conceder o perdão que cativou, em Mossoró, o público amante da literatura. O livro teve ampla repercussão. De fato, hoje é um sucesso. E isso levou mossoroenses, radicados em Natal, a pedirem um lançamento também na Capital. E Chico já está por lá, coordenando os preparativos para a estréia do seu romance, requisitada por seus leitores fieis. O evento acontecerá na sede da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, com data a ser definida entre 21 ou 22 deste mês de agosto.

Com uma narrativa leve, traço característico seu, e sem se desviar do memorialismo, Francisco Rodrigues provavelmente não encantará apenas a gente de Mossoró que vive na Capital, mas também os natalenses nativos e os de outras bandas. Basta que comecem a ler o magnífico prefácio do professor e ex-vice-reitor da UERN, Aécio Cândido, para que não parem até que cheguem à última linha do romance. Precisamente, foi isso o que aconteceu em terras mossoroenses. E eis que o sucesso está aí. Aos que duvidarem: que se atrevam a lê-lo.

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